COMO PREVENIR não ande em ambientes de mata sem os devidos equipamentos de proteção: perneiras, calçado fechado e luvas; não mexa em buracos, tocas, troncos, colmeias entre outros; mantenha as casas e as áreas próximas sempre limpas; sacuda as roupas e calçados antes de usá-los.
O QUE FAZER lave o local afetado com bastante água limpa e sabão; mantenha a pessoa acidentada em repouso; transporte a vítima, o mais rápido possível, para a unidade de saúde mais próxima; se o animal causador for capturado, leve-o para identificação.
ATENÇÃO!
Não faça torniquetes; não amarre, não fure, não corte e não sugue o local da picada; não coloque alho, café, fumo, esterco, castanha, pimenta, ou quaisquer outras substâncias; não tome nem dê bebidas alcoólicas, querosene, óleo diesel, chás ou ‘remédios milagrosos’.
PRINCIPAIS ESPÉCIES CAUSADORAS DE ACIDENTES
– Crotalus durissus
Cascavel
– Micurus SP.
Coral
– Bothrops erythromelas
Jararaca
– Latrodectus sp.
Viúva-negra
– Phoneutria sp.
Aranha-armadeira
– Tityus stigmurus
Escorpião Listrado
– Tityus serrulatus
Escorpiãp Amarelo
– Scolopendridae
Lacraia
– Acidentes com Vespas
Vespidae
vespa amarela
As vespas pertencem à ordem Hymenoptera, os únicos insetos que possuem ferrões verdadeiros, existindo três famílias de importância médica: Apidae (abelhas e mamangavas), Vespidae (vespa amarela, vespão e marimbondo ou caba) e Formicidae (formigas). A incidência dos acidentes por himenópteros é desconhecida, porém a hipersensibilidade provocada por picada de insetos tem sido estimada, na literatura médica, em valores de 0,4% a 10% nas populações estudadas. As reações alérgicas tendem a ocorrer preferencialmente em adultos e nos indivíduos profissionalmente expostos.
Acidentes com Serpentes
Quatro gêneros de serpente no Brasil causam acidentes peçonhentos: gênero Bothrops em que a representante mais conhecida é a jararaca, gênero Crotalus em que a representante mais conhecida é a cascavel, gênero Lachesis representado pelo surucucu. Não se deve dar nenhum tipo de remédio caseiro ou bebida alcoólica, prática comum em algumas regiões do Brasil. Não há limite de tempo para tratamento o mais rápido possível. Quanto mais rápido a vítima deve ser encaminhada ao local de tratamento o mais rápido possível. Quanto mais rápido a vítima da picada , for atendida, menor o risco de complicações. Após seis a 12 horas de acidente sem a administração do soro, cresce o risco de complicações. Se for possível, leve o animal que causou o acidente, mas nunca se arrisque a matá-lo.
O soro antivenenoso de cobra é o único tipo de tratamento disponível para o tratamento dos acidentes. Ele deve ser aplicado em serviço de saúde porque pode provocar reações alérgicas graves e choque anafilático. Isso acontece porque o soro é preparado em cavalos e pode haver uma reação grave quando ele for injetado no homem. Há soros específicos para os vários tipos de serpente, ou seja para cada gênero deve-se tomar o soro especifico para o seu veneno.
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