ESPAÇOS CONFINADOS E A NORMA REGULAMENTADORA 33

ESPAÇO CONFINADO PALESTRAS AJUDAM A INTERPRETAR SITUAÇÕES DE RISCO

Esta norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

Espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Exemplos de espaços confinados: locais de armazém de grãos, principalmente silos, secadores, entre outros.

Conforme a NR-33, espaço confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Os trabalhos em áreas confinadas são uma das maiores causas de acidentes graves em funcionários, seja por ocorrência de explosão, por incêndio o asfixia, estes acidentes em muitos casos têm consequências fatais. Pesquisas realizadas pela OSHA (OccupationalSafety& Health Administrarion) revela que 90% do acidentes são causados por falta de oxigênio, ou seja, por riscos atmosféricos.

Antes de entrar no espaço confinado, o mesmo deve ser inspecionado e os riscos existentes devem ser identificados, dentre eles podemos encontrar:

Riscos mecânicos: equipamentos que podem movimentar-se subitamente ou choques e golpes por chapas deflatores, obstáculos no interior, etc.

Riscos de choque elétrico por contato com partes metálicas que, acidentalmente, podem ter tensão;

Quedas a diferentes níveis e ao mesmo nível por escorregão, etc.;

Quedas de objetos no interior enquanto se está trabalhando;

Posturas incorretas;

Ambiente físico agressivo: ruído elevado e vibrações (martelos pneumáticos, esmeril, etc.);

Ambiente quente ou frio;

Iluminação deficiente;

Um ambiente agressivo, além do risco de acidentes, acrescenta fadiga;

Presença de animais no espaço confinado (vivos ou mortos);

Fechamento acidental do vedo (tampa);

Riscos derivados de problemas de comunicação entre interior e exterior do espaço confinado.

A realização de uma atividade em espaços confinados requer alguns equipamentos:

Equipamentos de detecção de gases e vapores;

Equipamentos de ventilação mecânica;

Equipamentos de comunicação;

Equipamentos de iluminação;

Equipamentos de proteção respiratória;

Equipamentos de proteção individual;

Equipamentos de primeiros socorros.

O empregador deve assegurar que cada membro do serviço tenha EPI respiratório e de resgate necessários para operar em espaços confinados e sejam treinados no uso dos mesmos para casos de emergência e resgate em espaços confinados.

Cada membro do serviço de resgate deverá ser treinado para desempenhar as tarefas de resgate designadas e cada membro do serviço deverá receber o mesmo treinamento requerido para os trabalhadores autorizados.

Cada membro do serviço de resgate deverá ser capacitado, fazendo resgate ao menos uma vez a cada 12 meses, por meio de simuladores de espaços confinados.

Empregador e colaboradores devem seguir algumas das recomendações gerais, de maneira diminuir o risco de acidentes em espaços confinados. Dentre estas recomendações constam:

Todos os espaços confinados devem ser sinalizados, identificados e isolados;

Deve haver medidas efetivas para que pessoas “não autorizadas” não entrem no espaço confinado;

Deve ser desenvolvido e implantado um programa escrito de Espaço Confinado com Permissão de Entrada;

Deve ser eliminada qualquer condição insegura no momento anterior à remoção do vedo (tampa);

Para trabalho em Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde -(IPVS) ou acima da metade do Limite de Tolerância, adotar o critério da ventilação do ambiente ou então optar pelo uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), definido após a análise de risco;

Se uma atmosfera perigosa for detectada, o espaço deverá ser analisado para que se determine como surgiu e ser registrado;

O empregador ou representante legal deve verificar se o espaço confinado está seguro para entrada;

Realizar manobras de travas, bloqueios e rasqueteamento quando necessário;

Proceder à avaliação da atmosfera quanto a: gases e vapores tóxicos e ou inflamáveis e concentração de oxigênio;

Proceder à avaliação de poeira quando reconhecido o risco;

Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado são ações para eliminar ou controlar riscos.

 Além destas recomendações, é importante realizar a avaliação de riscos físicos, químicos, biológicos e ou mecânicos e sempre lembrar aos trabalhadores que todo trabalho em espaço confinado deve ter, no mínimo, duas pessoas, sendo uma delas o vigia.

 Fonte de consulta:

 Revista Proteção – 207 – Março / 2009 – Espaço Confinado: A importância da gestão para a redução de acidentes.

 Segurança e Medicina do Trabalho – Manual de Legislação Atlas;2008, 63ª edição. NR 33: Segurança e saúde nos trabalhadores em espaços confinados.

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